Agora faltam os “chefes”, análise do ITV

O Brasil está praticamente sem governo, mas felizmente ainda dispõe de instituições sólidas que ontem, mais uma vez, demonstraram sua força. A prisão do tesoureiro do PT, decretada pela Justiça Federal, e a condenação das “pedaladas fiscais” por parte do Tribunal de Contas da União são passos decisivos para que a organização criminosa que dirige o país há 12 anos seja implacavelmente punida e o país volte a ter comando.

As duas decisões envolvem a série de procedimentos irregulares – no caso fiscal – e ilegais – no episódio envolvendo João Vaccari Neto e seus sócios do petrolão – dos quais os governos do PT vêm lançando mão na gestão do país, seja com Dilma Rousseff, seja com Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta cadeia de comando, falta chegar aos chefes.

Vaccari tornou-se o segundo tesoureiro do PT preso em menos de um ano e meio. O antecessor Delúbio Soares cumpre pena em casa por corrupção ativa, praticada na época em que tinha as chaves dos cofres petistas, entre 2000 e 2005. O mensalão que condenou Delúbio virou piada de salão perto do que a turma que inclui Vaccari fez.

Até ontem tesoureiro do partido da presidente da República e que comanda o país desde 2003, Vaccari é suspeito de ter participado de um esquema que pode ter movimentado R$ 2 bilhões, desviados de contratos firmados com a Petrobras e empresas do setor elétrico. Deste valor, uns 30% podem ter ido para o PT.

A presidente Dilma apressou-se em mandar seus porta-vozes espalharem que “fez questão” de que Vaccari nem passasse perto da tesouraria de suas candidaturas à presidente. Alto lá! Na função de tesoureiro do PT, ele repassou R$ 30 milhões para a campanha que reelegeu Dilma em 2014 – dos quais R$ 4,8 milhões foram doados por empresas investigadas na Lava Jato. É dinheiro provavelmente enlameado na reeleição da presidente.

Não custa lembrar também que, além disso, Vaccari ocupou durante anos cargo de conselheiro em Itaipu Binacional, do qual só se afastou neste ano depois de muita cobrança da oposição. Ficou naquela função desde 2003, quando foi nomeado pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O que o agora ex-tesoureiro do PT fazia lá?

Outra: o tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 hoje ocupa gabinete privilegiado no Palácio do Planalto. Edinho Silva é agora secretário de Comunicação da Presidência e, nesta função, responsável por negociar com milhares de empresas do ramo no país inteiro. São exatamente repasses fraudulentos em contratos de comunicação que levaram Vaccari à prisão ontem – e também estão sendo investigados na Caixa e no Ministério da Saúde.

A investigação da Justiça identificou depósitos irregulares em gráficas ligadas ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, o mesmo do qual João Vaccari foi presidente e em que também é acusado de desviar dinheiro de mutuários do Bancoop, lesados em negócios imobiliários.

O dinheiro das gráficas foi pago por empreiteiras com contratos com a Petrobras sem que nenhum serviço fosse prestado, e dali repassado para o PT. Ou seja, não são “doações legais”, conforme tem alegado a linha de defesa petista. Um dos ex-diretores da mesma gráfica está hoje lotado na Secretaria-Geral da Presidência da República, mostra O Globo.

O comportamento criminoso reiterado de Vaccari foi determinante para a decretação da sua prisão pela Justiça. Desde março, ele é réu, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, num esquemão que pode ter levado mais de R$ 600 milhões para as arcas do PT, segundo denunciou Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras.

Na função de tesoureiro do PT, Vaccari foi um verdadeiro prodígio. Ele catapultou as doações ao partido como nunca antes na história. Considerando-se apenas anos não eleitorais, elas passaram de R$ 11,2 milhões em 2009, antes de ele assumir o cargo, para R$ 80 milhões em 2013, com o petrolão a todo vapor, informa O Globo.

A esposa, a filha e a cunhada de Vaccari também estão envolvidas, com suspeita de enriquecimento incompatível com a renda. Contudo, Rui Falcão, o presidente do PT, já jurou que Vaccari “nunca pôs dinheiro no bolso”. Desde outubro, o tesoureiro vinha dizendo a amigos que estava “pronto para ser preso”. O que ele fez desde então? Quantas provas terá destruído de lá para cá?

A outra decisão histórica de ontem envolve as “pedaladas” fiscais praticadas pelo governo da presidente Dilma para maquiar as contas públicas. O TCU concluiu que bancos públicos como a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES foram usados para cobrir despesas com programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e seguro-desemprego, o que é proibido por lei.

Cerca de R$ 40 bilhões podem ter sido usados para reduzir artificialmente o rombo fiscal do país na era Dilma. Houve, portanto, crime de responsabilidade, em infringência à Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, 17 atuais e ex-autoridades do governo serão chamadas a responder pela infração, passível de multa e processos.

Algumas delas ainda estão no governo, como os presidentes da Petrobras e do Banco Central, além dos ministros do Planejamento, do Desenvolvimento Social, do Trabalho e da Integração. Outras já se foram, como Guido Mantega, também ex-presidente do conselho de administração da Petrobras durante o petrolão.

Desde o mensalão, protagonistas dos escândalos de corrupção patrocinados pelo PT começaram a acertar contas com a Justiça. Primeiro caíram próceres do partido, como José Dirceu e José Genoino. Agora estão caindo também seus operadores incrustados nas entranhas do aparato estatal, como os ex-diretores da Petrobras presos, além dos donos das chaves dos cofres, como João Vaccari.

Desde então, a grande questão que não cala é: quando as investigações e as punições irão chegar aos chefes desta quadrilha? Com o belo trabalho feito pelo Ministério Público Federal, pela Justiça Federal e pela Polícia Federal, este dia parece estar ficando mais perto. Não há dúvidas de que há motivos de sobra para punir quem esteve e quem está no topo da cadeia de comando, seja da organização criminosa, seja do país, ao longo destes últimos 12 anos.

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O PT esqueceu a lição de Carlito

O PT que Carlito fundou era o PT que eu seguia, defendia e cuja ideologia eu pragava, mas depois que foi tomado de assalto por José Dirceu e seus camaradas ex-guerrilheiros assassinos, sequestradores, assaltantes de bancos e de quartéis, que implantaram no partido a ideologia comunistoide retrógrada e acéfala, se esqueceu do que o grande Carlito nos ensinava e dos verdadeiros ideais do partido, transformando-se em um sindicato do crime que teve no abestado Lula o seu maior expoente. Leia aqui

O PT esqueceu a lição de Carlito

Folha de S.Paulo
Bernardo Mello Franco
Folha de S.Paulo 16/04/2015 – 10h52

BRASÍLIA – Quando a esquerda começa a contar dinheiro, converte-se em direita. A frase do publicitário Carlito Maia (1924-2002), fundador do PT, foi lembrada ontem no Congresso. Resumia o desalento de um deputado com a prisão de João Vaccari, acusado de abastecer campanhas com propinas do petrolão.

Todo partido precisa juntar dinheiro para disputar eleições. O desafio é não permitir que a arrecadação se torne um fim em si, acima das ideias que motivaram a criação da sigla. A prisão do segundo tesoureiro em um ano e meio sugere que o PT esqueceu a lição de Carlito, inventor dos slogans “oPTei” e “Lula Lá”.

O petismo pode ter se transformado em outra coisa, mas não avisou os eleitores. Continua a pedir votos com o discurso da época em que financiava campanhas com a venda de broches de estrelinha. Não cola mais.

Vaccari virou uma espécie de Forrest Gump do petrolão. A cada vez que um réu decide falar, ele volta a aparecer no escândalo. O PT sabia que sua prisão era questão de tempo, mas insistiu em mantê-lo no cargo.

Ontem persistiu no erro ao tratá-lo como vítima. Seu líder na Câmara, que já acusou a CIA de tramar os protestos contra o governo, disse que a detenção foi “política”. Com defensores assim, será duro sair da lona.

A ordem agora é tentar isolar a ação de Vaccari das campanhas de Dilma Rousseff. É uma tese de difícil sustentação. No ano passado, mais de R$ 30 milhões do caixa presidencial saíram da direção nacional da sigla. Desse valor, R$ 4,8 milhões foram repassados por Andrade Gutierrez, Odebrecht e Braskem, empresas citadas na Lava Jato.

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Em campanha contra o procurador-geral da República, o deputado Eduardo Cunha emplacou seu advogado Gustavo do Vale Rocha no CNMP, que fiscaliza a atuação do Ministério Público. Quem se interessa pela independência do órgão precisará fiscalizar o novo conselheiro.

Bernardo Mello Franco foi correspondente em Londres, repórter de “Poder”, da Sucursal do Rio e editor interino da coluna Painel. Escreve domingos, terças, quartas, quintas e sextas-feiras

Para AGU, texto do TCU sobre ‘pedaladas’ é equivocado

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PSDB pedirá impeachment se Dilma estiver envolvida com ‘pedalada fiscal’

Deviam ter feito isso com o delinquente do Lula e não fizeram. Permitiram que o apedeuta fronteiriço terminasse o desgoverno corrupto dele e fizesse sua sucessora. Com que moral o PSDB vem agora dizer que vai cassar esta incompetenta? Estão é fazendo jogo de cena. Leia aqui

Contardo: reduzir maioridade penal é inócuo e pode ser nocivo

Nocivo para quem? Para o traficante que perde boa parte de sua mão de obra? Hoje meninas de 11 anos fazem sexo e engravidam e tem uma porção de idiotas que se julgam especialistas que dizem que os menores de 18 anos não sabem o que fazem. Ou são muito ingênuos e tolos ou estão mal intencionados. Leia aqui

É isto

O povo brasileiro protestando e pedindo a cabeça da presidenta incompetenta e de seu odioso e corrupto  partido e aparece um jornalista abobado para defender este regime falido e em franco processo de desmoronamento.

Discordo em tudo com o artigo do Janio de Freitas, inclusive com a qualificação que deu à oposição. A oposição brasileira não age de má-fé porque ela é burra e incompetente. Quando os partidos de oposição tinham o corrupto e abestado Lula nas mão e podiam cassá-lo e colocá-lo na cadeia, acharam que bastava apenas esperar que o eleitor jumento reconhecesse sua incompetência e desonestidade, esquecendo-se que os eleitores brasileiros são como bestas que acreditam e se entregam à qualquer pilantra que lhes prometa almoço grátis. Leia aqui