Embuste contínuo

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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso

A farsa continua. Ontem, 12 de setembro/2018, no programa “Em pauta” o comentarista Camaroti criou uma nova tese.

Criou uma “bipolaridade antiga”, entre Bolsonaro e o PT de Lula para demonstrar que o voto útil se faz necessário em favor do candidato Alckmin, pois que Bolsonaro no segundo turno perde para todos os outros melhor posicionados. Don Quixote contra o poderoso esquema de Lula.

Como pano de fundo, estão as pesquisas de opinião que “demonstram” uma aproximação entre os candidatos em cima de uma margem de erro de 2% considerados tecnicamente empatados em segundo lugar e abaixo de Bolsonaro. No segundo turno, consideram empatados com Bolsonaro com diferença de 4%.

Também carregam nas tintas para registrar o aumento do grau de rejeição a Bolsonaro, como se houvesse grande probabilidade para o de menor rejeição. Sem o menor interesse no quadro eleitoral, azarão que não vai se aproximar do vencedor. Desprezível quem tenha 3% de intenção de voto e zero de rejeição.

Ora, o engodo começa pela inexistente presença de Bolsonaro na disputa pelo poder central ao longo dos anos da sua carreira política. Não teria essa força, nem tal aspiração foi demonstrada, a não ser para o presente pleito deste ano. Mas, sempre bateu forte contra todos os vários donos dos partidos responsáveis pelo quadro atual, em especial o da segurança.

Bolsonaro sempre foi um político independente das posições partidárias, às vezes atolados na corrupção até o pescoço.

Fácil demonstrar que na bipolaridade de sempre estavam presentes e, ainda estão, poderosos e antagônicos, o PT de Lula e o PSDB de FHC/Alckmin. Como foi? Fernando Henrique/PSDB versus Lula (1994/1998); Serra/PSDB versus Lula (2002); Alckmin (PSDB) versus Lula (2006); Serra/PSDB versus Lula/Dilma (2010); Aécio/PSDB versus Lula/Dilma (2014).

A observar o passado das eleições o PSDB vem perdendo de lavada do PT. Daí o esforço do sistema em manter um dos polos da bipolaridade, e dele se servir, desta feita contra o mais bem pontuado nas intenções de voto o candidato Bolsonaro. O PT de certa forma está neutralizado com Lula preso em Curitiba e fora do pleito.

Lula foi inflado para assustar e, como parte da estratégia, inventou-se a briga entre Bolsonaro e o PT e fortalecer a candidatura de Alckmin, com a estória do voto útil. Montam cenários em que Bolsonaro perde para os demais no segundo turno. Fazem o diabo.

Na propaganda de Alckmin se sustenta a candidatura de Lula fora da disputa e se abafa o Centrão identificado com o governo Temer e a mesma partilha submissa na distribuição dos Ministérios aos partidos apoiadores. Mas, o passado de corrupção também assusta a sociedade cansada de tanto episódio envolvendo quase todos os candidatos, exceto Bolsonaro.

É a velha práxis marxista da dialética: tese, antítese e síntese.

Tentativa desesperada para confundir, acreditando que ainda são formadores de opinião sob o cabresto do sistema. Não são mais. A liberdade nas redes sociais os superou; nelas todos têm vez e voz. Cada um tira as próprias conclusões. E mentira tem perna curta. Usam e abusam. Enlatado posto na cabeça de cada um com tempero pavloviano. Não!

Somado a isso tudo, mais essa informação de que a maioria acredita que a facada em Bolsonaro foi ato isolado.

Conta outra. O ricaço fiel a bandido, criminoso, a bancar quatro advogados de jatinho; mimimidia orquestrada e repetir que o dito é doidão e fala com Deus.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

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