{"id":9642,"date":"2010-03-06T14:56:45","date_gmt":"2010-03-06T14:56:45","guid":{"rendered":"http:\/\/opatriota.org\/?p=9642"},"modified":"2023-01-16T08:58:58","modified_gmt":"2023-01-16T11:58:58","slug":"veja-dinheiro-da-bancoop-irrigou-campanha-de-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/opatriota.org\/?p=9642","title":{"rendered":"Veja: Dinheiro da Bancoop irrigou campanha de Lula"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">O imp\u00e9rio PTista da corrup\u00e7\u00e3o ainda se diz v\u00edtima de <a href=\"http:\/\/opatriota.org\/?p=9632\">campanha de exterm\u00ednio<\/a>. Deveria ser exterminada de fato. CADEIA para os PTistas e vida longa ao povo brasileiro.<!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9644\" title=\"DolarGuindasteAlanECober\" src=\"http:\/\/opatriota.org\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DolarGuindasteAlanECober.jpg\" alt=\"\" width=\"325\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo investiga h\u00e1 tr\u00eas anos uma entidade criada e gerida por petistas. Chama-se Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Em reportagem de capa,\u00a0dispon\u00edvel na <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/100310\/casa-caiu-p-070.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">web<\/a> para assinantes, a revista Veja informa que, na semana passada, o promotor Jos\u00e9 Carlos Blat, respons\u00e1vel\u00a0pelo caso, recebeu os dados referentes \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria da entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">S\u00e3o 8 mil registros, espremidos em\u00a030 volumes. Cobrem o per\u00edodo de 2001 a 2008.\u00a0Por ora, Blat conseguiu perscrutar\u00a0um ter\u00e7o das ordens de pagamento que lhe chegaram gra\u00e7as \u00e0 quebra do sigilo banc\u00e1rio da Bancoop.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Os achados parciais levaram Jos\u00e9 Carlos Blat a concluir: &#8220;A Bancoop \u00e9 hoje uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa cuja fun\u00e7\u00e3o principal \u00e9 captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula \u00e0 Presid\u00eancia em 2002&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesta sexta (5), o promotor levou\u00a0\u00e0 Justi\u00e7a uma peti\u00e7\u00e3o na qual requer duas provid\u00eancias: o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo banc\u00e1rio de uma pessoa f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-9647\" title=\"JoaoVaccariDiv\" src=\"http:\/\/opatriota.org\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/JoaoVaccariDiv.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"268\" \/>Chama-se Jo\u00e3o Vaccari Neto (na foto). Filiado ao PT e amigo de Lula, ele foi diretor financeiro e presidente da Bancoop. Acaba de ser guindado pelo partido a um novo posto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Foi nomeado tesoureiro nacional do PT. Como gestor das arcas partid\u00e1rias, vai cuidar das finan\u00e7as da campanha presidencial de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Assinada pela rep\u00f3rter Laura Diniz, a not\u00edcia de Veja\u00a0informa o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>1<\/strong>. A Bancoop converteu-se, em 2005, num tormento para seus milhares de associados. Prometera o sonho da casa pr\u00f3pria a pre\u00e7os 40% menores que os de mercado. Produziu escombros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>2<\/strong>. Cerca de 400 fam\u00edlias foram \u00e0 Justi\u00e7a contra a cooperativa. Alegam ter quitado suas d\u00edvidas. Al\u00e9m de n\u00e3o receber os im\u00f3veis, viram as presta\u00e7\u00f5es se multiplicar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>3<\/strong>. Os dados banc\u00e1rios manuseados pelo promotor\u00a0Blat ajudam a explicar o porqu\u00ea da ru\u00edna. Revelam, segundo Veja, que a Bancoop, \u201cnas m\u00e3os de dirigentes petistas, se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>4<\/strong>. A an\u00e1lise parcial dos extratos j\u00e1 permitiu ao Minist\u00e9rio P\u00fablico detectar uma movimenta\u00e7\u00e3o suspeita de cerca de R$ 31 milh\u00f5es. Saques em dinheiro, feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop em favor dela mesma ou do banco em que opera.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>5<\/strong>. Esquadrinhou-se um lote de cheques emitidos entre 2003 e 2005. Forniram com R$ 10 milh\u00f5es os bolsos de quatro dirigentes da cooperativa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>6<\/strong>. S\u00e3o eles: o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga. Os tr\u00eas primeiros morreram num acidente de carro, em 2004, na cidade de Petrolina (PE).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>7<\/strong>. Eram donos de uma empreiteira chamada Germany. Tinha como \u00fanico cliente a Bancoop. Um engenheiro chamado Ricardo Luiz do Carmo, que foi respons\u00e1vel pelas obras da cooperativa, contou em depoimento que as\u00a0notas emitidas pela Germany contra a Bancoop carregavam um superfaturamento de 20%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>8<\/strong>. O Minist\u00e9rio P\u00fablico esquadrinha as rela\u00e7\u00f5es da Bancoop com outra empresa, a &#8220;consultoria cont\u00e1bil&#8221; Mizu. Pertencia aos mesmos donos da Germany. Detectaram-se, por ora, seis pagamentos. Coisa de 2002. Foram escriturados sob a rubrica \u201cdoa\u00e7\u00e3o PT\u201d. Somam R$ 43,2 mil. At\u00e9 setembro do ano passado, a lei desautorizava doa\u00e7\u00f5es eleitorais de cooperativas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>9<\/strong>. Da contabilidade da Bancoop emerge outro nome: Freud Godoy. Vem a ser aquele ex-seguran\u00e7a das campanhas de Lula citado no caso dos aloprados, o ainda inexplicado esc\u00e2ndalo da compra de um dossi\u00ea antitucanos, na campanha de 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>10<\/strong>. Isentado no epis\u00f3dio dos aloprados, Godoy recebeu da Bancoop, entre 2005 e 2006, 11 cheques. Total: R$ 1,5 milh\u00e3o. Dinheiro destinado \u00e0 empresa que era dirigida por ele: Caso Sistemas de Segruan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>11<\/strong>. Segundo a revista, \u201cdepoimentos colhidos pelo MP ao longo dos \u00faltimos dois anos j\u00e1 atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002, que levou Lula \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>12<\/strong>. Chama-se Andy Roberto uma das testemunhas. Trabalhou como seguran\u00e7a da Bancoop e de Luiz Malheiro, aquele ex-presidente da coopetartiva que morreu, junto com um par de ex-diretores, no acidente de carro de 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>13<\/strong>. Contou que Malheiro entregava envelopes de dinheiro diretamente a Jo\u00e3o Vaccari, nessa \u00e9poca presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo e, no dizer de Veja, \u201crespons\u00e1vel pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>14<\/strong>. Reinquirido pela revista, Andy Roberto n\u00e3o repetiu as mesmas palavras que dissera ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u201cMas disse estar convicto de que isso ocorria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>15<\/strong>. Veja anota que a testemunha \u201crelatou como, mesmo depois da elei\u00e7\u00e3o de Lula, entre 2003 e 2004, quantias semanais de dinheiro continuaram saindo de uma ag\u00eancia Bradesco do Viaduto do Ch\u00e1, centro de S\u00e3o Paulo, supostamente para o Sindicato dos Banc\u00e1rios, ent\u00e3o presidido por Vaccari\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>16<\/strong>. Eis o que disse Andy Roberto: &#8220;A gente ia no banco e buscava pacotes, duas pessoas escoltando uma terceira.&#8221; Segundo ele, os ma\u00e7os de dinheiro eram entregues \u00e0 secret\u00e1ria de Luiz Malheiro, que os entregava ao chefe.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>17<\/strong>. A testemunha prosseguiu: &#8220;Quando essas opera\u00e7\u00f5es aconteciam, com certeza, em algum hor\u00e1rio daquele dia, o Malheiro ia at\u00e9 o Sindicato dos Banc\u00e1rios. Ou, ent\u00e3o, se encontrava com o Vaccari em algum lugar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao acomodar Vaccari na mesma tesouraria que, at\u00e9 2005, havia sido ocupada por Del\u00fabio \u2018Valerianas\u2019 Soares, o petismo sabia dos riscos que corria. Come\u00e7ou a pagar o pre\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Escrito por <strong>Josias de Souza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\">[<a href=\"history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O imp\u00e9rio PTista da corrup\u00e7\u00e3o ainda se diz v\u00edtima de campanha de exterm\u00ednio. Deveria ser exterminada de fato. 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