Época suspeita – suspeição do ministro Dias Tófoli

Prezados

Retransmito o artigo em anexo – ÉPOCA SUSPEITA – autoria de Carlos Nejar, da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia, publicado na Tribuna de Vitória, ES que em mensagem acrescenta e considera como manifestação corajosa a atitude do nosso colega Pedro Ivo Moézia na petição feita ao CNJ.
Saudações

Ernesto Caruso


ÉPOCA SUSPEITA   –  – CARLOS NEJAR@

Sempre aprendi na experiência da justiça, que o juiz que está preso à amizade, ou é ligado a determinada agremiação, tendo sido advogado, devia para bem de sua consciência e a da coletividade, dar-se por suspeito. É o caso do Ministro Toffolli. Não é bondade, é obrigação de  Magistrado. Nenhum colega percebeu sua suspeição, para julgar o caso da Lava-Jatos. O que talvez me faça cego, surdo e mudo. Ou o instrumento  de suspeição foi suprimido do código e eu não sei. Se na anterior instância, cabe recurso. Na superior, o julgador resolve por sua conta e é fato consumado. Até a astúcia do governo é fato consumado. E a Petrobras ainda não abriu todas as suas entranhas. Há algo podre no reino da Dinamarca.

O Ministro Toffolli, petista reconhecido,  ex-advogado do PT, defensor de Dirceu, no Mensalão incrivelmente não se deu por suspeito. Depois foi colocado a dedo, como Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, para o decisório das eleições e ninguém pareceu se dar conta, nem seus confrades, quando é evidente  a sua suspeição. Porque ninguém se arreda de seu passado. Nem o passado se arreda do presente. E o que repete e se repete não é acaso, é objetivo e este governo não é confiável. E nada do que diz, cumpre. Quer apenas permanecer no poder.

Tal Ministro não contente em dirigir as eleições, e era a pessoa menos indicada, com sua vinculação com o partido vencedor, lulista convicto, após entrevista com Dilma, que evita o contacto humano, a não ser para seu interesse ,entrevista estranha, apresenta-se  como o novo juiz dos casos da Lava-Jatos. Será que não repara a reação geral? Será que o Supremo não está se dando conta disso, ou tudo é permitido? Até quando abusará de nossa paciência? Quem julgará os julgadores? Só a imprensa percebeu essa sinuosa manobra. E não é mais aceitável num país dito democrático e num tempo de suspeita, estando Dilma  entre os nomes  do desastre. Lutei contra a ditadura militar e não aceito a ditadura do PT, nem sua manipulação (vejam os condenados do Mensalão ou estão em casa, ou estão liberados) e não admite a alternância do poder. Pelas manifestações o povo não suporta mais Dilma e se impõe o remédio legal, que é o impeachment. E todos entendem, desde as pessoas nas ruas, que  o  que acontece  no país não é democracia,  é    o abuso de alguns sobre todos. Mas a vergonha, o roubo, a vilania, a manipulação, a inflação, o encargo sobre os direitos trabalhistas não podem permanecer.

Falei de um Ministro que já serviu antes o governo e agora se oferece para julgar a Lava-jato. Ninguém pode levantar nada sobre a dignidade pessoal dele, nem cabe, mas a suspeita vem das circunstâncias que o cercam, das ligações com o PT conhecidas por todos, da insistência  de julgar  processos  que deviam, no mínimo afastá-lo do julgamento, por que ninguém , também ele, não está acima de qualquer suspeita,  com tendência, como vimos  no  Mensalão: absolutória. E onde também, absurdamente, não se deu por suspeito. E não será dará nunca por  suspeito, por mais suspeito que seja? Ou estamos brincando de justiça, como brincamos de eleição, quando falta a imparcialidade que é apanágio do julgador, mesmo que ele o diga que a tem, mas como afirmava Ortega y Gasset – “o homem existe com suas circunstâncias”. E o País não pode estar cego diante de tais manobras. O julgador está sujeito ao temperamento, ao mundo que o cerca, aos amores e desamores, tosses, intempéries, mal-humor… coisas humanas. E o tal Ministro ofereceu-se por vontade a tal desígnio.  Diz o Padre Vieira: ”Quem julga com o entendimento, pode julgar bem e pode julgar mal: quem julga com a vontade nunca pode julgar bem”. E nem creio que o faça. Por suspeito,  ainda que faça de conta que não seja, o Brasil sabe todo que o é.

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@Carlos Nejar é da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia.

Negação de adoção do golpismo pela oposição é falsidade

Golpismo, meu caro Janio de Freitas, é tolerar a corrupção, a roubalheira, a incompetência, a impunidade, em nome da utopia do trabalhismo no poder. Esse sim é o grande golpe. Os trabalhistas do PT não passam de um bando de vigaristas que desejam enriquecer às custas dos trabalhadores e dos contribuintes. Se o Brasil fosse um país sério, Lula, Dilma, Zé Dirceu e demais PTistas, além de todos os políticos corruptos brasileiros, já estariam apodrecendo atrás das grades há muito tempo. Você, Janio de Freitas, é patriota ou é cúmplice dos petralhas e parasita dos contribuíntes? Leia mais

Maioria da população brasileira é contra a privatização da Petrobras

O grande erro do governo FHC foi não privatizar a Petrobrás. Se tivesse feito, a empresa seria a maior petroleira do mundo e não estaria enfrentando a agonia e a penúria que a quadrilha lulo-dilmo-petista lhe infringiu. Quem defende o controle estatal da Petrobrás é, no mínimo, um idiota que não entende nada de economia e administração.

A população brasileira não sabe que o objetivo primeiro do governo é administrar serviços essenciais e não ter lucro como se fosse um executivo ou proprietário de holdings. O objetivo primeiro e constitucional do governo é promover o bem-estar da população através da aplicação dos imposots que arrecada, e uma empresa privatizada como a petrobrás renderia muito mais impostos líquidos que o capital público necessário para sustentá-la, impostos este que, se não forem roubados pelos políticos, aumentariam em muito o investimento público em saúde, educação, transportes, laser, habitação, previdência social e outros serviços e obrigações que estão dispostas na Constituição Federal como obrigações do governo. Leia aqui

Em crise, PT perdeu o recato, o discurso e a rua

ManifestacaoEliteBrancaPauloPintoFotosPublicasQuando estourou o mensalão, o PT simulou desconforto. Chegou mesmo a encenar o expurgo do então tesoureiro Delúbio Soares dos seus quadros. Hoje, no auge do petrolão, o partido não consegue exibir nem mesmo um mal-estar fingido. Perdeu inteiramente o recato.

Quando a cúpula do PT foi parar na cadeia, o partido fez pose de vítima injustiçada. Hoje, com o tesoureiro João Vaccari Neto denunciado pela Procuradoria e o mito José Dirceu devolvido às manchetes policiais, a legenda finge-se de morta. O PT perdeu o discurso.

No primeiro mandato de Lula, quando a oposição ensaiou um coro de impeachment, o PT ameaçou convulsionar o asfalto. Há uma semana, o meio-fio rosnou para o petismo e pediu a saída de Dilma. O PT perdeu o monopólio da rua.

No comando do poder federal desde 2003, o PT atravessa a mais grave crise de sua curta existência de 35 anos. A legenda chega ao seu 5º Congresso, marcado para junho, de ponta-cabeça.

Considerando-se a pauta do Congresso —da “atualidade do socialismo petista” até “a economia política pós-neoliberal”— o PT está perdido. Não é que o partido não tenha farejado uma solução para o seu problema. Em verdade, o PT ainda não enxergou nem o problema.

O PT assiste à hemorragia da recém-instalada segunda administração de Dilma Rousseff com a passividade de quem se julga capaz de ressuscitar com Lula em 2018. Erro primário. Sem Dilma, pode não haver Lula daqui a três anos e nove meses.

Pregoeiro do “nós-contra-eles”, o PT testemunha o crescimento do “quase-todos-contra-nós”. Acusa os adversários de estimularem o ódio contra o PT. Mas esquece de levar em conta que o antipetismo é uma reação ao ódio destilado pelo PT.

O manual anticrise do PT está com o prazo de validade vencido. Qualquer um que não reze pelo catecismo da legenda é um lacaio da elite branca de olhos azuis. Mas a crise moral e a ruína política que fazem a caveira do PT não carregam as digitais da oposição. Com a imagem e as práticas estilhaçadas, o PT afunda sozinho.