Cunha derrubou mais um

19/03/2015 – 02h00

A “pátria educadora” assistiu ontem a uma cena inédita. Sem se levantar da cadeira de presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha anunciou ao país a queda do ministro da Educação.

“Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”, afirmou, em sessão transmitida ao vivo na TV.

Foi a segunda cabeça entregue ao peemedebista em um mês e meio. É um desempenho notável para um desafeto da presidente da República que responde a inquérito por suspeita de receber propina do petrolão.

Pouco depois de tomar posse, Cunha exigiu a troca do então líder do governo na Câmara, Henrique Fontana. O petista havia feito campanha para um aliado que o enfrentou na disputa pela presidência da Casa.

“Não participaremos de nenhuma discussão sobre matérias do governo em que ele seja o interlocutor”, afirmou o peemedebista. Alguns dias depois, Fontana estava na rua.

O filme se repetiu ontem. Escalado por Cunha para substitui-lo na liderança do PMDB, o deputado Leonardo Picciani imitou suas palavras ao cobrar a demissão do ministro. “Não participaremos de nenhuma reunião com ele”, declarou.

Em poucos minutos, o Planalto confirmou que o presidente da Câmara havia feito mais uma vítima.

Cid não entrou na mira de Cunha por dizer que “300 ou 400 achacadores” usam broche de deputado. Caiu porque articulava, com aval do governo, a criação de um novo partido para enfraquecer o PMDB.

Sua demissão foi mais um desastre para o Planalto, no dia em que Dilma tentava reagir à queda de popularidade e criar um fato positivo com o pacote anticorrupção.

Cada vez mais fortalecido, Cunha se afirmou como uma espécie de derrubador-geral da República. A cabeça de Cid, o Breve, repousará como novo troféu em sua estante. Para a presidente, a má notícia é que ele só pensa em aumentar a coleção.

Impeachment não é golpe nem 3º turno

Ernesto Caruso, 11/03/2015

       Como sustentam os arautos do governo em desespero diante da insatisfação do povo cansado das palavras repetidas à exaustão por falta de argumentos que o convença da realidade que vê e sente. A miragem da nação pintada pela “presidenta” Dilma não ilude as pessoas simples que sejam. Culpar a situação internacional e a falta de chuva…

       Como se fossem as causas da incompetência nas decisões administrativas, quer nas obras iniciadas, não concluídas, superfaturadas, reajustadas, estradas, aeroportos, transposição do São Francisco, etc quer na aplicação de recursos do BNDES no exterior. Quem do povo desconhece a construção do porto de Mariel em Cuba ou a inauguração recente da usina no Uruguai do “companheiro” Mujica, no dizer da “presidenta”: “Este parque eólico transforma tanto as condições para o Brasil, quanto para o Uruguai. Quando tiver sobrando energia aqui, nos iremos comprá-la. Quando ocorrer o oposto, vamos transferir para cá. Com isso, os dois países saem ganhando.”

       Poxa! Fala-se tanto nessa integração/transmissão de energia, em especial no Brasil e, no entanto, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram um reajuste de 28,7% e as regiões Norte e Nordeste, 5,5%. Que diferença! Não seria coerente o aumento médio para todas as regiões, onde há gente de todas as classes? A tarifa social atinge aos mais carentes de forma justa, compreendida e aceita por todos.

       No governo Lula, a energia comprada do Paraguai fornecida por Itaipu, construída pelo Brasil(1974) e chamada na época de obra faraônica, teve o valor triplicado a penalizar o cidadão brasileiro.

       O reajuste dos combustíveis é outro insulto que somado ao da energia elétrica pesa em todas as atividades em especial no preço dos alimentos. E ainda para cobrir os desvios absurdos havidos na Petrobras!

       O caldeirão masterchef do petê, bbb da maldade, tem de tudo, insegurança pública, assaltos, impunidade, cidadão acuado, “di menor” barbarizando, presídios-pocilga, narcotráfico e morte de policial em alta; saúde e hospitais aos frangalhos; educação, fies, fiasco, redação zero, professores apanhando; transporte urbano, o caos, preço da passagem, vinte centavos, movimento vem pra rua; estradas esburacadas, preço do diesel, pedágio escorchante, caminhoneiros revoltados, desabastecimento, alimentos em alta. Pasadena. Outros temperos. Vandalismo, fogo e pressão.

       Pior, os malfeitos a serviço do governo. Bilhões de reais na corrupção e pregar a defesa da Petrobras como eles, chefes, não fossem os responsáveis. Tantos ministros substituídos por envolvimentos nas tramoias nos anos petistas de pecados.

       Assim, sob o enfoque jurídico, vale destacar o parecer do jurista Ives Gandra Martins, de 26/01/2015, ao final expresso: “Concluo, pois, considerando que o assalto aos recursos da Petrobrás, perpetrado durante oito anos, de bilhões de reais, sem que a Presidente do Conselho e depois Presidente da República o detectasse, constitui omissão, negligência e imperícia, conformando a figura da improbidade administrativa, a ensejar a abertura de um processo de “impeachment”.” Ou seja, enquadrada por omissão, negligência e imperícia na forma da lei.

       Daí, pressionar a Câmara de Deputados e o Senado para que a questão seja tratada de forma política, proposto e admitido o impeachment da “presidenta”, solução mais rápida e adequada no momento. Ao que parece, não ser do interesse governamental — no tudo combinado — mantê-la exclusivamente no fogo brando da Justiça.

Politicamente vale lembrar o parecer do Lula, no processo do Collor: “O dado concreto é que o movimento pró impeachment está crescendo muito e nós achamos que vamos ter a maioria de 2/3 no Congresso Nacional.” (www.youtube.com/watch?v=zHe9XN-Ewlg)

Lula no ato pelo impeachment de Collor em Curitiba, comícios caros, palanques. Veja em: www.youtube.com/watch?v=ytoD_SKqncM

Portanto, impeachment é legal, democrático, republicano, se pela vontade do povo. Articulado por Lula ou não.

Recado dado – povo sem CUT e sem medo

Ernesto Caruso

       Povo sem CUT e sem medo. Sem amarras. Sem quentinha, bolsa manifesto. Na cara e na coragem. Velhos, crianças, família de verde-amarelo, pensando Brasil, clamando pela paz, liberdade para o cidadão e prisão para o bandido corrupto. Emoção. Não há quem na distância dos grandes centros ou nas inúmeras cidades, presente, não sinta o grito de revolta, de indignação que está entalado na garganta de todos diante dos depoimentos, onde a palavra propina é pronunciada de forma repetitiva e descarada.

       Propina… propina… de cá e de lá.  Aos milhões, milhões que são a sustentação do poder corrupto emaranhado, combinado nos porões de Brasília, do governo central. Repetição do mensalão que a suprema cegueira da Justiça suprema não enxergou como quadrilha, onde os núcleos empresariais, financeiros e políticos trocavam informações e se acertavam na propina. Hoje em pauta igual.

       Povo sem amarras, sem o toma lá, da cá, com a liberdade que nem os partidos têm subjugados por seus donos e imposições de líderes a serviço do governo para o voto de cabresto e não com a própria consciência. Meia dúzia de caciques a determinar o que fazer e a quem beneficiar. Não é o número de partidos que atrapalha, são os grilhões nos pés dos parlamentares controlados pelos capatazes.

       É essa a voz da rua. Para o governo Dilma/PT que repele. Para os ministros da Suprema Corte que batem os ombros às críticas, como se viu nas entrevistas do Min. Dias Toffoli que ao invés de se dizer impedido de julgar os enquadrados na operação Lava Jato muda de Turma exatamente para fazê-lo, tendo sido advogado do PT, alvo da delação premiada acusando o seu tesoureiro.

       O cartaz “totofoli chega de maracutaia” chamou a atenção do cinegrafista da TV. No passado recente um político exclamou “estou me lixando para a opinião pública”. Poder, pode, mas… Polido? Politicamente correto?

       Voz da rua principalmente para o Congresso Nacional. Deputados e Senadores que não queiram se vender, nem sucumbir sob os escombros do governo Dilma/Lula/PT visto e tido como mentor e interesse em se manter no poder a todo custo. Que tenham a coragem e respeito a si próprios até para impor o impeachment reclamado com medida importante, cirúrgica, drástica, mas necessária para vencer este momento de instabilidade política e administrativa. A sugar e definhar empresas do porte da Petrobras.

       Voz da rua que não se contenta com as migalhas em suas mãos como esmolas, mas que não preenchem as suas necessidades em trabalho digno, assistência à família em especial no item saúde. Terrorismo diário nas portas dos hospitais públicos que não cumprem as regras de contrato no plano de saúde assinado entre o povo trabalhador, governo e SUS. O trabalhador paga já deduzidos os valores no contracheque sem a contrapartida dos governos central e regionais.

       Gente que não aguenta mais os investimentos no exterior com verbas secretas do BNDES e a falência de tudo em todos os cantos do território. Que não aceita mais a “presidenta” mostrar na televisão o país da maravilha que não encontra nos transportes da casa ao trabalho, no posto médico vizinho, no bairro das ruas esburacadas, que enchem quando chove e que como diz o poeta, de dia falta água, de noite falta luz.

       O recado está dado. A ampla e intensa demonstração da vontade popular não parece que vai esmorecer e deixar que termine em pizza.

Se não ocorrer o impeachment ou a renúncia que enfim traria a paz e a esperança do aprofundamento das investigações nos bancos oficiais e empresas, sem as autoridades atuais, outros protestos virão.

Firmeza e determinação estão presentes na pacífica revolta popular. Que inflamada pode deixar de ser.

ATENÇÃO – A PRÓXIMA MARCHA JÁ ESTÁ MARCADA 12 DE ABRIL DE 2015

– FOCO NO IMPEACHMENT – OBJETIVO – DIRETO SOBRE O AFASTAMENTO DA “PRESIDENTA” e salvar a Petrobras/BNDES/etc.

É importante abrir a caixa preta e descobrir os malfeitos petistas e no passo seguinte colocar os responsáveis na cadeia.

Não é um desfile para ficar nas calçadas e nas janelas, se possível fisicamente, na marcha contra os corruptos

Lobby’ em Cuba e Peru rendeu R$ 1,1 milhão a José Dirceu

Certa vez li, em algum lugar, que não é o voto que faz de um político um ladrão, mas sim, faz de um ladrão um político. Isso se aplica perfeitamento a todos os políticos que estão no poder atualmete e José Dirceu é um desses. Na juventude pegou em armas para implantar o comunsimo no Braasil. Matou, assaltou, sequestrou, torturou, justiçou, mas não perdeu o hábito criminoso com o passar dos tempos. Continua a delinquir. A pergunta que não quer calar? O que fazer com um tipo incorrigível como este? Prisão perpétua em isolaento ou exececução para livrar os contribuintes de sustentá-lo? Leia aqui

Saída de Cid Gomes mostra governo Dilma esfarelando

Fernando Rodrigues

18/03/2015 – 20:35

Presidente enfrenta momento de grande fragilidade

Desfecho da crise é incerto e ninguém aposta no melhor

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O pior está acontecendo para o governo da presidente Dilma Rousseff. Tudo o que poderia dar errado nos últimos dias está dando muito errado.

popularidade de Dilma é a pior para um presidente desde Fernando Collor de Mello.

Seu gabinete no Planalto produziu uma crítica aguda na qual Dilma e Lula são apontados como derrotados. Era um texto reservado. Vazou. “Não é uma goleada. É uma derrota por WO”, diz a análise.

No final da tarde desta quarta-feira (18.mar.2015), o ministro Cid Gomes (Educação) deixou o governo de forma espalhafatosa, xingando o Congresso.

Alguém pode argumentar que Cid Gomes é um político de temperamento mercurial e dado a arroubos. Sua saída seria uma decisão unipessoal e não teria nada a ver com o governo de Dilma Rousseff. Essa é uma avaliação errada.

Alguém acredita que se a atual administração federal estivesse fortalecida e popular Cid Gomes faria o que fez? Claro que não. Este é um momento de grande fragilidade do Palácio do Planalto.

No caso do documento ao qual a mídia teve acesso, tratou-se de um episódio emblemático sobre a barafunda atual. Primeiro, mérito dos jornalistas que tiveram acesso. Segundo, seria muito mais difícil conseguir ler um documento dessa natureza se o governo estivesse mais coeso e ajustado.

A presidente nesta quarta-feira lançou um pacote anticorrupção que não teve o menor impacto. Aliás, na saída da cerimônia, o Blog pode presenciar alguns governistas falando que as medidas eram apenas ações requentadas e de pouco impacto para recuperar a força política do Planalto.

Outro detalhe. Nenhum chefe de Poder esteve presente ao lado de Dilma nesta quarta-feira. Essa foi a mesma situação da última segunda-feira (16.mar.2015), quando a presidente resgatou José Sarney para sentar ao seu lado na cerimônia de sanção do novo Código Civil.

Brasília vive dias muito dramáticos. A presidente parece ter poucos assessores diretos em quem pode se fiar para alavancar uma recuperação. Há uma sensação de solidão dentro do Palácio do Planalto.

O desfecho da crise é absolutamente incerto. E ninguém com quem se conversa em Brasília, seja do governo ou da oposição, aposta no melhor.

Governo Dilma torna a oposição desnecessária

Sob Dilma Rousseff, opera-se uma revolução na rotina política de Brasília. A oposição tornou-se desnecessária. O governo governa, ele mesmo se opõe e ele próprio produz as crises que o constrangem. “Não precisamos de oposição na Câmara”, lamuriou-se nesta quarta-feira o oposicionista Mendonça Filho.

Líder do DEM, Mendonça é o autor do requerimento de convocação de Cid Gomes, para dar as explicações que resultaram na sua queda do Ministério da Educação. Conforme veiculado aqui no blog, Cid dissera no Pará que há na Câmara “uns 400, 300 deputados achacadores”.

Na sessão desta quarta, esperava-se que Cid pronunciasse algo que pudesse ser compreendido como um pedido de desculpas. Ele simulou um recuo, mas parecia ter ensaiado um último ato. Dono de uma língua irrefreável, o orador reafirmou seus pontos de vista e apontou, dedo em riste, para um dos “achacadores”: Eduardo Cunha.

Da tribuna, Mendonça lavou suas suas mãos oposicionistas: “Deputados do PT, do PMDB, do PP, do PR assumam esse problema. É um problema da base do governo.” O líder do DEM realçou o fato de Cid Gomes ter excluído a oposição do rol de achacadores. E fez as contas:

“Se a oposição, que tem cerca de 100 parlamentares, está ressalvada, os achacadores são os 400 deputados da base governista. O minsitro apontou para o centro da mesa da Câmara, precisamente para o presidente Eduardo Cunha, e o denominou achacador.”

Mendonça resumiu a cena: “Ou o ministro se demite do cargo ou os 400 deputados da base do governo assumem que são achacadores. E o ministro permanece no cargo. Não há outra opção. Criou-se uma situação tão desmoralizante para a base do governo que é literalmente inacreditável. Não precisamos de oposição nesta Casa.”

De fato, a situação ficou insustentável. Chamado de “palhaço” por Sérgio Zveiter, um deputado do governista PSD, Cid Gomes abandonou o plenário da Câmara. Foi direto para o gabibete de Dilma Rousseff. Demitiu-se em caráter irrevogável. Com a velocidade de um raio, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) telefonou para Eduardo Cunha. Informou-lhe que Cid já era ex-ministro. O PMDB ameaçava migrar para a oposição.

Antes de abandonar o plenário, Cid Gomes cutucou o PMDB. Disse que certos partidos criam dificuldades para vender facilidades. “Alguns querem criar dificuldades para conseguir mais um ministério. Eu estarei mentindo se disser isso? Tinha um [PMDB] que só tinha cinco ministérios. Criou dificuldades, empecilhos. E conquistou o sexto. Agora quer o sétimo. Vai querer o oitavo, vai querer a Presidência da República.”

Tomado pelas palavras, o ministro parece acreditar que o PMDB indicará o próximo ministro da Educação. Sob pena de criar dificuldades para acomodar o vice-presidente peemedebista Michel Temer na cadeira de Dilma Rousseff. Nesse ritmo, Aécio Neves, suposto líder da oposição, acabará mergulhando numa crise depressiva.

Josias de Souza 18/03/2015 – 20:11

Lula convoca PT para discutir ‘atual situação política’ em reunião em SP

A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT convocou, nesta quarta-feira (18), seus dirigentes para uma grande reunião em São Paulo.

Além da cúpula do partido, os presidentes estaduais foram chamados para o encontro, que acontecerá no dia 30 num hotel da capital.

O objetivo, diz o email de convocação, é “discutir as tarefas do PT na atual situação política”. “A reunião também será para preparar o partido para atuar na agenda de mobilização dos movimentos populares em defesa da democracia e das conquistas sociais nos governos de Lula e Dilma”, diz.

Leia a convocação:

 

*

 

Aos

Membros da Comissão Executiva Nacional

Presidentes de Diretórios Estaduais do PT

Companheiras e companheiros,

Dia 30 de março realizaremos uma reunião com a presença do ex-presidente Lula, cujo objetivo é fazer uma discussão das tarefas do PT na atual situação política. A reunião também será para preparar o partido para atuar na agenda de mobilização dos movimentos populares em defesa da democracia e das conquistas sociais nos governos de Lula e Dilma. É fundamental que os presidentes (as) estaduais reúnam-se antes com as direções estaduais.

TCU poderá incluir Dilma nos processos sobre desvios da Petrobras

Uma proposta apresentada na tarde desta quarta-feira (18) e aprovada pelo plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) põe a AGU (Advocacia Geral da União) e o Palácio do Planalto em estado de alerta.

O ministro substituto do TCU André Luís de Carvalho propôs que o plenário do tribunal determine às diversas unidades técnicas do órgão que se manifestem, em cada processo relativo a possíveis falhas cometidas em projetos da Petrobras, “conclusivamente, nos seus pareceres técnicos, sobre a responsabilidade dos correspondentes membros do Conselho de Administração e até mesmo do Conselho Fiscal” da Petrobras.

Na prática, a proposta poderá levar a presidente Dilma Rousseff, que ocupou a presidência do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010, a figurar nos processos como corresponsável em vários processos de fiscalização do TCU, passando a sofrer riscos futuros como, por exemplo, ordem de indisponibilidade de bens ou pagamento de multas –nos casos em que os técnicos e o plenário do TCU entenderem que o conselho é responsável pelo dano.

Segundo levantamento requisitado pelo ministro, tramita hoje no TCU um total de 40 procedimentos sobre a Petrobras, dez dos quais envolvendo “questões potencialmente conexas com a aquisição da refinaria de Pasadena [EUA]” e 15 tratando “de questões potencialmente conexas com a Operação Lava Jato”.

O ministro pediu ainda que os técnicos do tribunal tenham atenção “especialmente para os casos em que os referidos conselhos tenham praticado atos de gestão ruinosa ou tenham deixado de atuar com o necessário dever de cuidado; expondo, portanto, todos os atos, fatos e procedimentos, efetivamente, à luz do sol.”

Na semana passada, André Luís já havia tentado incluir os membros do Conselho de Administração da Petrobras nos processos sobre a refinaria de Pasadena, mas a sugestão ainda está pendente de decisão no tribunal.

No final do ano passado, o ministro relator do caso no TCU, ministro José Jorge, havia isentado Dilma e o Conselho de Administração da Petrobras a respeito do prejuízo causado à Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena. O voto foi acompanhado pelo plenário do tribunal.

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