Moraes diz que pedido ao TSE era o caminho mais eficiente para apurações

Forjar provas é o caminho mais eficiente para incriminar seus inimigos.

Carolina Juliano
* Moraes se defende de acusações de ter usado o TSE em investigações.

O ministro se manifestou na sessão do Supremo de ontem sobre a revelação da Folha de que ele usou o TSE de maneira informal para investigar bolsonaristas no STF. Ele disse que as informações solicitadas eram objetivas e públicas e que o pedido de relatório ao TSE era o melhor caminho para apurar os fatos em um determinado momento em que “a Polícia Federal pouco colaborava com as investigações”. Moraes afirmou que, como presidente do TSE, ele tinha poder de polícia para determinar a feitura dos relatórios. Leia aqui

Santo rabo preso!

Afundarão junto com o sinistro, digo, ministro, esquizo-delirante paranóico no mar de 💩💩 da corrupção. Leiam aqui

Gilmar e Barroso defendem pedidos ao TSE feitos por Moraes, que diz que todos ‘documentos oficiais’ foram protocolados | Política | O Globo

A Folha de São Paulo pública denúncias de crimes cometidos pelo ministro e os blogueiros do UOL passam passam pano?

Que palhaçada é essa?

Revelação sobre Moraes é maremoto ou espuma?
Rodrigo Barradas
Reportagens da Folha de S.Paulo mostram que houve trânsito de informações “fora do rito” entre um inquérito conduzido por Alexandre de Moras no STF e uma unidade do TSE quando presidido pelo mesmo ministro. A revelação agitou a República, e bolsonaristas correram às redes e anunciaram que já preparam mais um pedido de impeachment, que, pelo menos por enquanto, tem poucas chances de prosperar.

“É jogo de cena”, diz Tales Faria. O colunista apurou que a oposição não acredita que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, dê prosseguimento ao pedido. E temem um eventual substituto escolhido por Lula mais ainda que o Xandão.

Sobre o mérito: Raquel Landim vê simetria entre esse caso e a Vaza Jato. Por consequência, quem defende que Moro e Deltan fizeram tudo certo também deveria apoiar Moraes. O raciocínio inverso valeria para os garantistas. Josias de Souza avalia que as informações “consolidam a percepção de que Alexandre de Moraes ultrapassou o alambrado que separa o institucional do anormal”.

Reinaldo Azevedo não pensa da mesma forma: “De saída, pergunto: ‘Alexandre de Moraes cometeu alguma ilegalidade?’ Resposta: ‘Não!’ Por isso, diga-se, recorre-se a uma expressão vazia como uma gaveta, onde se pode tentar abrigar qualquer imputação, para designar o que teria acontecido: ‘Ministro agiu fora do rito’. Mas agiu fora da lei?”. E Leonardo Sakamoto recorre à cultura pop para explicar a conduta exigida do ministro, de enviar ofícios sobre os quais ele mesmo teria de decidir: “É como Chaves vender churros para si mesmo”.