A bem da verdade, transcrevo texto de Marcelo Andrade, publicado no YouTube sobre o apoio do carniceiro Stalin aos aliados.
Os comunistas dizem que a União Soviética foi a grande responsável por derrotar o nazismo. Mas, na verdade, os soviéticos não só fizeram um pacto como também ajudaram a sustentar o regime nazista.
E isso está nos documentos.
Em 23 de agosto de 1939, enquanto a Europa esperava pela guerra, Stalin e Hitler assinaram um acordo de não agressão em Moscou. Foi uma aliança estratégica com um protocolo secreto que dividia a Europa Oriental entre os dois regimes.
A Polônia seria cortada ao meio, os países bálticos ficariam para a URSS e os dois ditadores seguiriam cada um para o seu lado sem se atacar. Uma semana depois, Hitler invadiu a Polônia pelo oeste e Stalin invadiu pelo leste.
Os dois regimes, o nazista e o soviético, conquistaram um país juntos.
Nos meses seguintes ao pacto, a cooperação entre nazistas e soviéticos começou. A URSS forneceu à Alemanha matérias-primas estratégicas, petróleo, grãos e metais que sustentaram a máquina de guerra nazista nos primeiros anos do conflito.
Em troca, a Alemanha fornecia tecnologia industrial e equipamentos militares aos soviéticos.
Enquanto a Inglaterra e a França enfrentavam Hitler sozinhas no ocidente, Stalin enviava suprimentos que mantinham o esforço de guerra alemão funcionando.
O protocolo secreto do pacto só foi confirmado pelos arquivos soviéticos após 1991. Durante décadas, a União Soviética negou sua existência e chamava de “invenção ocidental” qualquer menção ao documento que havia dividido a Europa entre Hitler e Stalin.
Quando os arquivos foram abertos, o documento estava lá, com as assinaturas, mapas e as esferas de influência desenhadas a lápis sobre o continente europeu por dois ditadores que haviam decidido entre si o destino de dezenas de milhões de pessoas.
Os arquivos soviéticos também mostraram que após o Acordo de Munique de 1938, quando Inglaterra e França cederam parte da Tchecoslováquia a Hitler, Stalin concluiu que as potências ocidentais estavam dispostas a redirecionar a agressão nazista para o leste.
Mas quando as negociações para um pacto defensivo com ingleses e franceses fracassaram em 1939, Stalin olhou para Hitler.
A aliança durou até 22 de junho de 1941, quando Hitler invadiu a União Soviética. Foi aí que Stalin virou o grande herói antinazista, que a narrativa comunista apagou os dois anos anteriores e construiu a imagem da URSS como a grande potência que salvou o mundo do fascismo.
Com a abertura dos arquivos soviéticos após 1991, o que era negado pela URSS por décadas foi confirmado documento por documento. O protocolo secreto existia, as invasões conjuntas existiam e o massacre de Katyn, que a URSS atribuiu aos nazistas por cinquenta anos, foi finalmente reconhecido como crime soviético.
A obra As Guerras de Stalin documenta todo esse processso e está lançado pela primeira vez em português.
Confiram o original aqui
