Petrolão: antes e depois

08/03/2015 – 03h30

A lista dos 34 parlamentares que responderão a inquéritos no Supremo instalou uma sombra de proporções inéditas sobre o Congresso. Agora a história dos escândalos terá que ser dividida entre antes e depois do petrolão.

Pela primeira vez, o mesmo caso de corrupção atinge os presidentes das duas casas legislativas, ambos eleitos pelo PMDB. Também envolve líderes do PT, que governa o país há 12 anos, e um senador do PSDB, o principal partido de oposição.

Isso já torna a lista de Janot mais abrangente que a do mensalão, restrita à base governista na Câmara. Outros escândalos com muitos investigados, como os anões do Orçamento e os sanguessugas, atingiram poucos políticos influentes.

O petrolão é diferente: engloba os três maiores partidos e chega à antessala da presidente Dilma Rousseff, ao envolver dois dos três chefes da Casa Civil de sua gestão.

Na contagem fria dos números, o PP é a legenda mais afetada, com 21 parlamentares indiciados. Mas os principais alvos são os poderosos PT, PMDB e PSDB.

Os petistas estão no olho do furacão. As presenças do ex-ministro Antonio Palocci e do tesoureiro João Vaccari põem na berlinda o financiamento da campanha de 2010, que levou a presidente ao poder.

Embora Dilma não possa ser formalmente investigada, a eventual comprovação de que os desvios da Petrobras contribuíram para a sua escalada terá efeito equivalente a mandá-la para o banco dos réus.

O PMDB já se lançou em luta desgovernada pela sobrevivência, com Renan Calheiros e Eduardo Cunha aparentando descontrole ao atacar o procurador-geral da República.

No PSDB, o problema não é de quantidade, mas de qualidade. O senador mineiro Antonio Anastasia, incluído na lista, é o principal operador de Aécio Neves. Se ele não se safar, pode comprometer o ex-presidenciável como líder da oposição e virtual candidato em 2018.

Bernardo Mello Franco

Bernardo Mello Franco é jornalista. Foi correspondente em Londres, editor interino da coluna Painel e repórter de “Poder” e da Sucursal do Rio. Também trabalhou no “Jornal do Brasil” e no jornal “O Globo”. Escreve às terças, quartas, quintas, sextas e domingos.

Lula põe de lado projeto de criação de museu em São Paulo

Lula, o grande energúmeno, cachaceiro, analfabeto (que se orgulha dessa vergonhosa condição) quer contar a história da democracia no Brasil? Como assim? Um por um acaso um analfabeto consegue ler a história verdadeira do Brasil para recontá-la. Isso é cômico, para não dizer trágico.

Lula é o último dos cidadãos que podem contar qualquer fato histórico sobre o Brasil, pois ele não tem nem autoridade moral e nem competência técnica e intelectual para tal empreitada.

Esta besta quer inventar uma história da democracia que enalteça a sua imagem, tentando transformar-se em um Stalin, Fidel Castro ou Kim Jong Un, que são cultuados na marra e na pancada pelos escravos de seus regimes.

Quem não cultuar os ditadores comunistoides acéfalos, safados e corruptos que se acham deuses, MORRE! Não é à toa que Fidel é chamado de Fidel paredon Castro. Kim Jong Un, o ditadorzinho ridículo e paranóico da Coreia do Norte mandou matar (fuzilado) o próprio tio porque ele não se ajoelhou aos seus pés.

Por que as autoridades brasileiras não fazem coisa melhor e não investigam sua fortuna pessoal? Por que não analisam a evolução patrimonial dele e de seu menino prodígio que saltou de catador de “merda” de elfante, há 12 anos atrás, à bilionário. Vá ser bom de negócios assim na PQP. Nem PC Farias conseguiu tal proeza.

A culpa disso tudo é o povinho parasita que só quer direitos, renegando os deveres aos contribuintes. É o povinho vagabundo que não trabalha e vive de esmola governamental que elege estes corruptos e incompetentes.

O brasileiro merece o desgoverno que tem! Merece ser zombado mundo à fora pela incompetência e pela corrupção que grassa neste país amaldiçoado por Deus. Se fosse na Alemanha, Grã-Bretanha, França ou até na Itália, este desgoverno já teria saído à tapas do poder e seus integrantes estariam apodrecendo na cadeia.

Lula põe de lado projeto de criação de museu em São Paulo

Lula põe de lado projeto de criação de museu em São Paulo

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

08/03/2015 – 02h00

Projeto ambicioso do ex-presidente Lula, o Memorial da Democracia está congelado. Idealizado para ocupar uma área de 4.300 metros quadrados no centro de São Paulo, reunindo peças do acervo pessoal de Lula, ele vai virar um site na internet.

Originalmente, o memorial seria um museu interativo contando a história da democracia brasileira. Lula almeja a obra desde 2010, quando deixou a Presidência.

Mas a crise provocada pela Operação Lava Jato, que secou a torneira de tradicionais doadores, e a presença de um grupo de sem-teto no terreno reservado para o museu soterraram os planos. A instalação do prédio esbarra ainda em obstáculos legais.

Em 2012, quando o ministro Gilberto Kassab (Cidades) era prefeito de São Paulo, a Prefeitura cedeu um terreno para a construção do memorial. Mas uma decisão liminar da Justiça impede a Prefeitura de assinar o contrato de concessão, sob ameaça de multa de R$ 500 mil por dia.

Dificuldades de arrecadação inviabilizaram a busca por um outro endereço. Com isso, o plano agora é ficar só com o portal na internet.

No mês que vem, será lançado um primeiro módulo do site, detendo-se no período que vai de 1964 a 2002.

“Depois vamos ver no que vai dar”, limita-se a dizer o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, responsável pelo memorial.

Em desenvolvimento há um ano e meio, o site tem tomado muito do tempo de Lula, que se reúne com assessores e colaboradores para discutir seus detalhes.

A ideia é recontar a história da democracia no Brasil desde os primórdios, começando pelas revoltas indígenas e dos escravos ainda no século 17, até a chegada do petista à Presidência, em 2003.

Apu Gomes/Folhapress/Divulgação

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Área doada pela prefeitura na gestão Kassab (à esq.), e desenho do memorial planejado pelo Instituto Lula

Segundo a Folha apurou, aliados convenceram o ex-presidente a deixar seu governo de fora do Memorial da Democracia, já que a sua é ainda uma história em construção. Muitos apostam que Lula sairá mais uma vez candidato à Presidência em 2018.

O portal terá entre os atrativos jogos interativos, para crianças, o que incluirá uma animação sobre o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, hoje senador que se transformou em aliado do PT.

Entre outras coisas, segundo interlocutores, Lula pediu para minimizar o seu papel no capítulo dedicado às greves no ABC Paulista no final dos anos 1970, quando despontou nacionalmente como líder operário. Ele teme que o memorial se torne um monumento à sua imagem.

Entre os aliados do ex-presidente, há ainda quem defenda que se crie um capítulo específico sobre a chegada do PT ao poder.

Okamoto não quis comentar se a crise provocada pela Lava Jato afugentou doadores para a instalação do memorial físico. Disse apenas que preferiria falar sobre o assunto com a proximidade do lançamento do portal.

Com a explosão do escândalo da Lava Jato, Lula teve que deixar de lado o memorial e se preocupar com o futuro, e chegou a participar de reuniões com senadores do PT e do PMDB, além de atividades de defesa da Petrobras.

Ministro Teori Zavascki, do STF, divulga lista de políticos investigados na Operação Lava-Jato

Eis aí a lista dos corruptos que empocalharam a nação. Essa corja já devia ir direto para a cadeia, para não atrapalhar as investigações.

Confira abaixo os nomes dos políticos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal, de acordo com decisão do ministro Teori Zavascki:

Partido Progressista
Senador Ciro Nogueira (PI)
Senador Benedito de Lira (AL)
Senador Gladson Cameli (AC)
Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
Deputado Simão Sessim (RJ)
Deputado Nelson Meurer (PR)
Deputado Eduardo da Fonte (PE)
Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
Deputado Arthur Lira (AL)
Deputado Dilceu Sperafico (PR)
Deputado Jeronimo Goergen (RS)
Deputado Sandes Júnior (GO)
Deputado Afonso Hamm (RS)
Deputado Missionário José Olímpio (SP)
Deputado Lázaro Botelho (TO)
Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
Deputado Renato Molling (RS)
Deputado Renato Balestra (GO)
Deputado Lázaro Britto (BA)
Deputado Waldir Maranhão (MA)
Deputado José Otávio Germano (RS)
Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
Ex-deputada Aline Corrêa (SP)
Ex-deputado Carlos Magno (RO)
Ex-deputado e ex-vice-governador João Leão (BA)
Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
Ex-deputado José Linhares (CE)
Ex-deputado Pedro Henry (MT)
Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

PMDB
Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
Senador Romero Jucá (RR)
Senador Edison Lobão (MA)
Senador Valdir Raupp (RO)
Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
Deputado Aníbal Gomes (CE)
Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT
Senadora Gleisi Helena Hoffmann (PR)
Senador Humberto Costa (PE)
Senador Lindbergh Farias (RJ)
Deputado José Mentor (SP)
Deputado Vander Loubet (MS)
Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB
Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB
Senador Fernando Collor de Mello (AL)

Chamam a atenção o ex-presidente cassado Fernando Collor, que retorna à berlinda da vida criminal, a barbie petista paranaense, que sempre jurou de pézinhos juntos que era uma santa, mas não passa de uma corrupta igual a todos os demais petistas, e praticamente a metade do PP, que de progressista não tem nada. Não passa de uma quadrilha de corruptos e corruptores.

Faltou na lista, de forma imperdoável, Dlima e Lula. Eles são os mentores e priincipais beneficiários do esquema. Foi Lula quem nomeou a quadrilha e implantou o esquema de corrupção na Petrobrás, no tempo em que Dilma era a presidente do conselho de administração da estatal. Ou Janot é uma besta tapada completa, ou agiu como pau-mandado, o que é execrável em um servidor público.

Políticos recebiam pagamentos mensais, diz MP após liberação de lista de nomes

Em nota divulgada após a derrubada do sigilo dos inquéritos da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), o Ministério Público falou que pagamentos mensais eram feitos a políticos, que repassavam parte do dinheiro para partidos políticos.

“Segundo os depoimentos, os agentes políticos responsáveis pela indicação de Paulo Roberto Costa para Diretoria de Abastecimento da Petrobras recebiam, mensalmente, um percentual do valor de cada contrato firmado pela diretoria, outra parte era destinada a integrantes do PT responsáveis pela indicação de Renato Duque para Diretoria de Serviços”, diz a nota.

O Ministério Público ainda diz que, entre 2004 e 2011, quem ficou responsável pela sustentação de Paulo Roberto Costa era o PP, e, a partir de meados de 2011, os integrantes do PMDB assumiram o apadrinhamento.

“Daí porque também passaram a receber uma fatia da propina”, diz a nota.

Comunistas chineses são melhores capitalistas do que os liberais ocidentais, diz economista

da Livraria da Folha

A direita interpretou o fim da Guerra Fria como a prova da bancarrota comunista, um modo de produção fadado ao fracasso em todos os países em que foi implementado. Ou não. Segundo a economista italiana Loretta Napoleoni, os comunistas chineses são melhores capitalistas do que os liberais ocidentais.

“Por quê? Porque os líderes chineses leram ‘O Capital’ de Marx, e entenderam que ele é uma análise do capitalismo, não uma proposta para a sua destruição”, escreve Napoleoni em “Maonomics“.

Para a autora, o comunismo com motivação de lucro, nos moldes que a China emprega hoje, está bem equipado para explorar a fraqueza da sociedade ocidental. Os marxistas olham para a globalização como uma evolução natural do capitalismo, pois o Capital não tem fronteira.

“Não há nada mais democrático, no imaginário coletivo dos chineses, do que uma revolução que derruba os maus governos”, diz. “E os critérios pelos quais eles avaliam a negligência dos governos são quase todos econômicos”

Napoleoni, uma das maiores especialistas do mundo em lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, defende que os asiáticos criaram uma forma de comunismo economicamente funcional e internacionalmente predatório.

Maonomics” apresenta analises e comparações entre os modelos políticos e econômicos do Ocidente e do Oriente.

A economista nasceu em Roma, trabalhou em bancos e organizações financeiras internacionais e foi colunista dos jornais “La Stampa”, “La Repubblica”, “El País” e “Le Monde”. Ela também é autora de “Economia Bandida” <http://livraria.folha.com.br/livros/economia/economia-bandida-loretta-napoleoni-1144499.html?tracking_number=734>.

Vencedor do Nacional Critcs Choice 2011 e da premiação da Associação Italiana para o Desenvolvimento da Economia, em 2010, “Maonomics” <http://livraria.folha.com.br/livros/economia/maonomics-loretta-napoleoni-1252227.html?tracking_number=734> chega ao Brasil com tradução de Ana Resende.

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*MAONOMICS*<
*AUTOR* Loretta Napoleoni
*EDITORA* Bertrand Brasil
*QUANTO* R$ 37,90 (preço promocional*)

Viva Dilma! Abaixo Janot!

Excelente artigo do Reinaldo Azevedo. Janot foi um pau-mandado, um cúmplice de Dilma e Lula. Era Dilma quem presidia a PTbrás quando da implantação da quadrilha de ladrões por Lula. Como, então, não há indícios contra os dois? Só quem é cúmplice da roubalheira ou tem QI de ameba comatosa não enxerga o óbvio. Ou Janot é um esquizofrênico paranóide desses que acreditam em papai-noel, duende, fada-madrinha, saci-pererê, ou é cúmplice desta gentalha que afundou o Brasil na lama da corrupção. Leia aqui

A vaca vai pro brejo?

Agora a ilustre Senadora e Psicóloga Marta Suplicy sai atirando para tudo quanto é lado. O que Dilma fez ao deixá-la de fora do ministério foi apenas vingaça. Dilma além de incompetente,  prepotente, arrogante e teimosa, também é conhecida por ser uma pessoa rancorosa e vingativa.

Marta apenas colheu a traição que plantou ao conspirar contra a presidenta e à favor de uma candidatura Lula, mas não adiantaria ter sido o molusco o candidato. Mesmo que ele vencesse as eleições, a encrenca estaria aí de qualquer jeito, pois foi Lula quem implantou e institucionalizou toda a corrupção vigente no Brasil. Lula ficou bilionário com os esquemas de corrupção que ele montou em seus dois desgovernos. Leia aqui

Congresso ficará congelado por algumas semanas, em estado de criogenia

Projetos de lei de interesse do Palácio do Planalto ficarão em segundo plano

A partir da divulgação oficial da lista dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato, o Congresso Nacional passará alguns dias ou semanas em estado de criogenia, quase congelado.

Ficarão em segundo plano os projetos de lei e medidas provisórias de interesse do Palácio do Planalto. Tanto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vão priorizar votações que possam reforçar suas posições políticas dentro da Casa.

Renan e Cunha fazem parte da lista de 54 nomes que a Procuradoria Geral da República enviou para o Supremo Tribunal Federal com pedido de abertura de inquérito. Ambos enfrentarão forte pressão a partir de agora. Para não ficarem ainda mais fragilizados, precisam ganhar o debate político dentro do Congresso –e a saída é aprovar projetos que muitas vezes não interessam ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Encaixa-se nessa categoria a chamada PEC da bengala, a proposta de emenda constitucional que aumenta de 70 para 75 anos a idade limite para magistrados do Supremo Tribunal Federal permanecerem na ativa. Essa PEC já havia sido aprovada há muitos anos no Senado –quando Renan também estava à frente da Casa. Nesta semana, passou a jato na Câmara.

“Vou promulgá-la no dia seguinte ao que a Câmara votar em segundo turno”, disse ao Blog Renan Calheiros, referindo-se à PEC da bengala. Emendas constitucionais não são sancionadas pela presidente da República, como as leis, mas sim promulgadas pelo próprio Congresso –e Renan protagoniza essa cerimônia.

A PEC da bengala tirará de Dilma condições de indicar vários ministros para o STF, pois quase todos os atuais magistrados poderão continuar em suas funções até o final do mandato da petista.

Como a lista da Lava Jato foi divulgada na noite desta 6ª feira (8.mar.2015), será necessário esperar a semana que vem para entender como reagirão as forças políticas dentro do Congresso a respeito de também abrir um processo nos Conselho de Ética do Senado e da Câmara.

Será uma discussão longa, que consumirá também muita energia dos congressistas e contribuirá para a paralisia do Poder Legislativo.

Aqui, os 54 nomes das pessoas para as quais o Ministério Público pediu ao STF a abertura de inquérito.